episódio 129, Companhia Mascarenhas-Martins

December 5, 2016

Os convidados desta vez são a Maria Mascarenhas e o Levi Martins, que fundaram no Montijo uma associação cultural, a Companhia Mascarenhas-Martins.

 

Livros falados:

Se quiserem ler as minhas reflexões sobre a entrevista podem fazê-lo na minha página do Patreon.

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episódio 128, Zé Diogo Quintela

October 31, 2016

O convidado desta semana é o Zé Diogo Quintela, escritor de humor, um dos membros dos Gato Fedorento, e ao qual cheguei através do anterior convidado Ricardo Araújo Pereira.

No dia combinado lá fui ter a casa do Zé Diogo, e logo à chegada conheci o seu cão que coincidência das coincidências também se chama Rui, como eu. Como algumas pessoas sabem, eu também já fui treinador de cães, é algo que ainda gosto bastante, e foi o tema de conversa antes de os microfones começarem a gravar.

A simpatia e educação são para já um elemento comum entre dois dos elementos dos Gato Fedorento, e para mim que sempre fui fã, tem sido um privilégio conhecer pessoalmente tanto o Zé Diogo como o Ricardo. Tenho algumas conversas com pessoas que me dizem, algo que eu também achava, que as pessoas boas nunca se safam, que é preciso ser sacana para conseguir algo na vida, e aqui tenho prova absoluta do contrário, de que os "bons" também ganham sem ser nos filmes, pois o sucesso que eles tiveram no nosso país, só poderá ser comparado, em termos de popularidade com um Cristiano Ronaldo.

Existe aquela expressão que diz que "demora muito tempo a criar um sucesso de um dia para o outro", e aqui é bem verdade, pois quando a popularidade e o reconhecimento pelo público em geral surgiu, ele já escrevia humor há algum tempo.

A centelha que fez com que tudo começasse, foi uma coisa que chamo a "arrogância boa", aquele momento em que achamos que sabemos fazer melhor algo que outros fazem, e no caso do Zé Diogo foi o achar que conseguiria escrever melhores fins de piada ( punchlines) que os escritores da série Friends, esse exercício de ouvir o que foi dito, e conseguir imaginar algo que para ele tinha mais graça.

Decidiu enviar uns textos para as Produções Fictícias, conseguiu entrar, e segundo a sua modéstia, hoje em dia é muito mais difícil conseguir um trabalho destes tão facilmente uma vez que a concorrência de quem escreve é muito maior, apesar de nem toda ser boa, há muita que o é.

A versão da história não é diferente do que a que o Ricardo contou, a história é a mesma, porém, a motivação que o levou a aceitar o desafio de fazer stand up pela primeira vez, foi a de não querer ficar para trás, de não se querer arrepender por não ter ido, diz que é uma característica sua.

Referiu-me na troca de emails antes da entrevista, que não sabia se tinha algo de tão interessante para partilhar sobre o processo criativo de escrever humor, mas aquilo que partilhou durante a entrevista, mostra bem o contrário, que percebe do seu ofício, e mais importante ainda, sabe quais são as rotinas que o fazem ter ideias, e disciplina-se para as cumprir. A disciplina é de facto uma ferramenta essencial para a criatividade, não é tão romântico falar nisso, gostamos de cultivar um cenário onde de repente faz-se luz e "A" ideia surge, e tudo é fácil a partir daí.

Gostei muito de ter esta conversa, quando ouvirem vão perceber que construir um projecto à escala que os Gato Fedorento conseguiram fazer, surge porque existe amizade, respeito, saber, profissionalismo, obstinação de querer ver as suas ideias concretizadas, sem nunca almejar à fama, esse resíduo de ser conhecido por um trabalho bem feito.

Há coisas que me ficaram desta conversa, o perceber que nenhum deles queria exposição, que isso, foi o preço que pagaram para conseguir fazer humor do qual se orgulham, que é preferível fazer menos coisas sabendo que se pode fazer mais do que ter tanto para fazer que nos esgotamos e queremos fazer menos, e que o sucesso que vale a pena é o reconhecimento pelos nossos pares.

Vamos ver se consigo completar a caderneta, e entrevistar os restantes elementos.

Livros referidos

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episódio especial ZONA com Nuno Moreira

October 21, 2016

Este episódio especial é com o anterior convidado Nuno Moreira, que entrevistei em 2014, na altura acerca do seu outro livro o "State of Mind".

O Nuno vivia no Japão, e entrevistei-o via Skype, desta vez, como ele voltou para Portugal pôde ser pessoalmente.

O seu novo livro "ZONA", é um trabalho mais pessoal, e foi sobre este trabalho, e sobre a abordagem, a metodologia, que falámos.

Na Casa da Escrita em Coimbra, até ao final do mês de Outubro, está uma exposição com fotografias do livro.

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episódio 127, Ana Julia Ghirello

October 3, 2016
A convidada desta semana é a Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha, uma incubadora de empreendedorismo social, e co-fundadora da aplicação GoodPeople. Só isto já é dose!
 
Mas a Ana Julia ainda faz consultoria a empresas usando a sua experiência para ajudar as empresas a ter modelos mais actuais, tendo por exemplo um modelo de gestão mais horizontal.
Eu também sou dos defensores desse modelo, acredito que todos temos, ou podemos ter um papel mais interventivo, mais participativo, e nos modelos mais verticais não há espaço para tal.
 
Cheguei à Ana Julia através do Fel Mendes, que entrou em contacto comigo para saber do meu interesse nestes projectos, e na pessoa da Ana Julia. Assim que investiguei um pouco sobre o que tinha feito, e até o seu percurso, fiquei cheio de curiosidade de falar com ela.
 
O percurso é cheio de acasos, disponibilidade para falhar, força de vontade e criatividade para conseguir aquilo a que se propõe.
Há uma frase que disse na entrevista que espelha bem o seu mindset, e que considero ser importante vermos as coisas dessa forma:

"É fazendo  que a gente sabe o que quer e o que não quer"

Ana Julia Ghirello

 
 Outra coisa que referiu como motor do que tem feito, é "acreditar nos meus incómodos", acreditar que se há algo que sente não estar bem, ela vai arranjar maneira de resolver.
Há fé, crença de que é possível, temos é de ver como, viabilizar, estudar a melhor forma, ser organizados, ter foco, paixão. Parecem muitos ingredientes, mas se não ficarmos parados a reclamar de como as coisas deveriam ser, toda essa energia é canalizada para o que pode ser, e começamos a juntar à nossa volta as pessoas e os recursos necessários.
Não é fácil, há sacrifícios, mas há dor também em não fazer, por essa razão, mais vale fazer.

"Com o exercitar da autoconfiança, novos poderes surgirão"

Ralph Waldo Emerson

Outra coisa que referiu, e com a qual concordo plenamente, é o facto de nos estarmos a fazer e a refazer todos os dias, que somos seres vivos, orgânicos, que mudam, que têm a capacidade de se adaptar, da mesma forma que as própria empresas deverão ter essa capacidade.

O podcast esteve parado dois meses e meio, e acho que esta conversa é um óptimo recomeço.

Livros referidos:

Sites relativos aos projectos da Ana Julia:

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episódio 126, Filipe Melo e Juan Cavia, Os Vampiros

July 11, 2016

O episódio desta semana tem o Filipe Melo e Juan Cavia como convidados.

Filipe Melo, anterior convidado, é realizador, músico, argumentista, e mais aquilo que lhe apetecer fazer, o Juan Cavia é ilustrador e director de arte, juntos fazem magia. O mais recente livro de banda desenhada "Os Vampiros", é o quinto livro que fazem juntos, depois das aventuras do "Dog Mendonça e Pizza Boy", um livro diferente, mas na minha modesta opinião, fantástico.

Não me vou alongar, a nossa conversa é bastante clara, dá para perceber o enorme trabalho por trás do resultado final, e o livro vale bem a pena comprar, é daqueles aos quais voltaremos muita vez, e de cada viagem, novas camadas iremos descobrir.

Gravámos numa esplanada em Lisboa, no Blu Café, e agradeço ao Senhor Vitor, dono do café, toda a disponibilidade e simpatia.

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episódio 125, Afonso Cruz

June 27, 2016

O convidado desta semana é o Afonso Cruz, escritor, ilustrador, realizador, e músico, que eu há muito gostava de ter entrevistado, desde que ouvi a entrevista que ele deu à Inês Meneses no Fala com Ela, mas que me fez ir adiando, pois acho que a conversa entre os dois foi muito boa, e havia o receio de me comparar, e falhar.

Mas um destes dias, ao ler um texto do Afonso, partilhei-o e na partilha disse que gostava de conversar com ele. Minutos depois, o Filipe Lopes, anterior convidado, e a Edite Amorim anterior convidada, puseram-me em contacto com ele através do facebook, o que mostra que estamos todos muitos próximos e disponíveis para ajudar.

Combinámos o dia e eu iria deslocar-me a Avis no Alentejo, onde ele vive, mas sorte a minha e disponibilidade dele, veio à Feira do livro de Lisboa, e acabou por passar antes cá em casa para conversarmos.

O Afonso é um grande escritor, com prémios já no seu currículo, e acho que vai ser ainda maior, tem uma maneira cativante de escrever, muito criativa, é produtivo, e tem a noção do ofício da escrita, algo que faz faltas a muitos de nós, nos quais me incluo, esta noção que há um lado oficinal, pragmático quando queremos desenvolver a nossa arte, seja ela escrever, pintar, desenhar, inventar, e até fazer podcasts. A repetição, a tentativa, a experimentação, são ferramentas essenciais para o crescimento, a evolução, é nestas iterações que percebemos o que faz ou não sentido, onde podemos melhorar, e de que forma.

O seu processo criativo é interessante, trouxe-o da animação onde trabalhou, onde define um início, e um fim, e um meio, e vai preenchendo os meios que existem entre dois momentos, simples e eficaz. Tenho reflectido sobre esta maneira de trabalhar, e admito que me agrada como estrutura de trabalho, e até como estrutura de vida, pois, torna-nos conscientes de onde estamos, o nosso início, estabelecemos um fim, o objectivo a alcançar, e vamos pensando como poderemos ir preenchendo as partes que ainda não sabemos, mas que podemos apontar como possibilidades, com a vantagem de sermos tolerantes com as mudanças de objectivos, caso faça sentido, e atentos às respostas que nos podem surgir, uma vez que vamos construindo uma narrativa que vai ganhando sentido, com pontos intermédios aos quais vamos apontando.

A entrevista é longa e cheia de sabedoria, de alguém que tem tido confiança no seu trabalho, que tem a coragem de ser freelancer desde o início da sua carreira, coisa que eu gostaria, mas não tenho a coragem, pois ao contrário dele, se o mês se aproxima do fim e não há muito trabalho/dinheiro,  acredito mais que ele não vai surgir, do que tudo se resolverá e vai correr bem. Percebo que o seu método, a sua experiência, não são comparáveis à minha, percebo que o trabalho com espinha dorsal tem muito mais possibilidade de ser bom. Se eu partir para uma viagem sem saber para onde vou, porque vou, dificilmente encontrarei aquilo que pretendo, serei apenas alguém à deriva, e esse tem sido muito do meu percurso, arrancar sem destino nenhum, como diziam os Trovante na sua 125 Azul, e embora me tenha encontrado com muita gente interessante, não sinto que tenha feito nada digno de nota. Talvez me exija demasiado, mas provavelmente a minha insatisfação, seja o motor para continuar a fazer, para fazer mais e melhor.

Vou tentar desenhar as minhas ideias e projectos desta forma, preencher espaços, pergunta a pergunta.

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Falar mais Criativo - episódio 35, Parceiros Criativos

June 20, 2016

Esta semana eu e a Anita, falamos daquelas pessoas que nos ajudam a ser mais criativos, e a importância que tem, estarmos atentos quem são, e como potenciar essas interacções.

"Diz-me com quem andas, e dir-te-ei quem és"

Todos nós temos grupos, ou pessoas em particular, onde o nonsense, a parvoíce, o absurdo têm lugar e são aceites, e é nesse "espaço" que podemos muitas vezes desbloqueat, ou apenas praticar a nossa capacidade de gerar ideias, ou encontrar soluções para problemas.

Devemos também estar atentos à tendência que temos para nos moldarmos, de perdermos a identidade como forma de fazer parte, de nos sentirmos aceites.

Há sempre pessoas na nossa vida com quem podemos ser patetas, e são parceiros a estimar.

  • O livro sugerido, é "O Ponto" do Peter H. Reynolds, que eu não conhecia, mas a Anita sim, e devo dizer que fiquei muito fã, mensagem simples e poderosa para seres humanos de todas as idades.

Qualquer dúvida ou sugestão, rui@falarcriativo.com ou emaildamais@gamil.com

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episódio especial Guitarras ao Alto, com Vasco Durão

June 14, 2016

Neste episódio extra, falei com o anterior convidado, o Vasco Durão sobre um projecto dele, o Guitarras ao Alto.

É já no próximo fim de semana, todos os detalhes nos seguintes links:

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episódio 124, Mónica Abdurehaman

June 13, 2016

A convidada desta semana é Mónica Abdurehaman, User Experience Designer e também a mulher do Pedro Andrade.

A entrevista foi gravada no Atrium Saldanha, daí haver algum ruído de fundo, que eu prefiro não ter, mas que não impede de aproveitar a nossa conversa.

A Mónica tal como o Pedro, vive em Londres, e como ela veio cá para uma conferência, sobre UX (user experience), a UXLX, aproveitei para a entrevistar, pois esta questão da experiência do utilizador, e de que forma essa experiência pode ser boa ou má, é algo que me interessa, uma vez que o próprio podcast é em si uma experiência, que espero seja boa, mas também espero, venha ser melhor.

O percurso que teve, é também ele diversificado, de mudanças de área, entre belas artes, design de equipamento, visual effects, a Mónica andou à procura, por vezes já pouco acreditava se seria o UX mais uma dessas mudanças passageiras, mas ao que me pareceu, como é uma área onde há diversidade e várias possibilidades de intervir, será este o sítio onde irá permanecer, ou talvez não. Com certas pessoas, nas quais me incluo, por vezes a única constante é mesmo a mudança.

A experiência do utilizador está em quase tudo, se não mesmo em tudo o que fazemos, e por essa razão, cabe a quem tem um serviço ou um produto e que pretenda que seja consumido ou utilizado, saber qual a melhor para criar uma experiência que valha a pena o tempo e o dinheiro do público alvo.

Existe muito de comportamento humano nesta área, por essa razão, é algo que gosto, eu que sou um curioso das pessoas, e das razões por que fazem o que fazem. Não percebo muito do assunto, pois se percebesse talvez o podcast fosse uma experiência mais interessante, o que levaria a maior interacção com os ouvintes. As pessoas fazem o download, mas é muito diferente saber que a "Sara", o "Miguel", ouvem o podcast e gostam ou não gostam, do que ver o download número 33 e 265. Mas isto não é sobre mim.

Muitas marcas já perceberam que o principal foco deve ser o utilizador, o como usam, consomem os seus produtos ou serviços, e quais as razões para o fazerem, ou não fazerem.

O consumo mudou, as pessoas já não escravas do que as marcas oferecem, há escolha, demasiada escolha até, o que torna muito complicado ser o produto escolhido, ser a marca eleita para ter acesso à minha atenção, como consequência, a minha acção de comprar, ou utilizar. Sim porque muitas coisas não compramos, mas escolhemos utilizar, bem ou mal, conforme a experiência está em sintonia com as pessoas que são o público alvo, como o caso de um peão utilizar ou não uma passadeira, dependendo se o local está ajustado aos seus comportamentos.

No caso do percurso de Mónica, também ele é uma "user experience", ela trabalhou nalgumas áreas, percebeu as coisas que não gostava e não queria para si, e quando, quase por acaso encontrou o UX, foi-lhe mais fácil decidir que não queria fazer noitadas, que queria trabalhar numa empresa pequena, e que seria melhor se fosse algo com várias facetas, dias diferentes, fazendo coisas diferentes, mas que têm como ponto comum, todos nós, os utilizadores.

música do genérico é do anterior convidado, o Bernardo Barata.

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Falar mais Criativo - episódio 34, Criatividade no Trapézio

June 7, 2016

Esta semana com a Anita na Bulgária, falámos sobre uma experiência que ela teve, ao assistir um trapezista a estar com o seu próprio processo criativo.

Falámos sobre a constatação de que as ideias precisam de tempo, e que cada vez nos é mais difícil termos tempo sem nada, espaço para o nada, onde as coisas surgem.

Referi um texto do Afonso Cruz, "Paralaxe:Kavafis, só para ser mais preciso" , sobre um poema de Constatino Kavafis, Ítaca.

Neste episódio referimos um outro episódio do Falar mais Criativo, o Play.

Livro sugerido é o "The Artist´s Way" da Julia Cameron.

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