episódio especial ZONA com Nuno Moreira

October 21, 2016

Este episódio especial é com o anterior convidado Nuno Moreira, que entrevistei em 2014, na altura acerca do seu outro livro o "State of Mind".

O Nuno vivia no Japão, e entrevistei-o via Skype, desta vez, como ele voltou para Portugal pôde ser pessoalmente.

O seu novo livro "ZONA", é um trabalho mais pessoal, e foi sobre este trabalho, e sobre a abordagem, a metodologia, que falámos.

Na Casa da Escrita em Coimbra, até ao final do mês de Outubro, está uma exposição com fotografias do livro.

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episódio 127, Ana Julia Ghirello

October 3, 2016
A convidada desta semana é a Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha, uma incubadora de empreendedorismo social, e co-fundadora da aplicação GoodPeople. Só isto já é dose!
 
Mas a Ana Julia ainda faz consultoria a empresas usando a sua experiência para ajudar as empresas a ter modelos mais actuais, tendo por exemplo um modelo de gestão mais horizontal.
Eu também sou dos defensores desse modelo, acredito que todos temos, ou podemos ter um papel mais interventivo, mais participativo, e nos modelos mais verticais não há espaço para tal.
 
Cheguei à Ana Julia através do Fel Mendes, que entrou em contacto comigo para saber do meu interesse nestes projectos, e na pessoa da Ana Julia. Assim que investiguei um pouco sobre o que tinha feito, e até o seu percurso, fiquei cheio de curiosidade de falar com ela.
 
O percurso é cheio de acasos, disponibilidade para falhar, força de vontade e criatividade para conseguir aquilo a que se propõe.
Há uma frase que disse na entrevista que espelha bem o seu mindset, e que considero ser importante vermos as coisas dessa forma:

"É fazendo  que a gente sabe o que quer e o que não quer"

Ana Julia Ghirello

 
 Outra coisa que referiu como motor do que tem feito, é "acreditar nos meus incómodos", acreditar que se há algo que sente não estar bem, ela vai arranjar maneira de resolver.
Há fé, crença de que é possível, temos é de ver como, viabilizar, estudar a melhor forma, ser organizados, ter foco, paixão. Parecem muitos ingredientes, mas se não ficarmos parados a reclamar de como as coisas deveriam ser, toda essa energia é canalizada para o que pode ser, e começamos a juntar à nossa volta as pessoas e os recursos necessários.
Não é fácil, há sacrifícios, mas há dor também em não fazer, por essa razão, mais vale fazer.

"Com o exercitar da autoconfiança, novos poderes surgirão"

Ralph Waldo Emerson

Outra coisa que referiu, e com a qual concordo plenamente, é o facto de nos estarmos a fazer e a refazer todos os dias, que somos seres vivos, orgânicos, que mudam, que têm a capacidade de se adaptar, da mesma forma que as própria empresas deverão ter essa capacidade.

O podcast esteve parado dois meses e meio, e acho que esta conversa é um óptimo recomeço.

Livros referidos:

Sites relativos aos projectos da Ana Julia:

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episódio 126, Filipe Melo e Juan Cavia, Os Vampiros

July 11, 2016

O episódio desta semana tem o Filipe Melo e Juan Cavia como convidados.

Filipe Melo, anterior convidado, é realizador, músico, argumentista, e mais aquilo que lhe apetecer fazer, o Juan Cavia é ilustrador e director de arte, juntos fazem magia. O mais recente livro de banda desenhada "Os Vampiros", é o quinto livro que fazem juntos, depois das aventuras do "Dog Mendonça e Pizza Boy", um livro diferente, mas na minha modesta opinião, fantástico.

Não me vou alongar, a nossa conversa é bastante clara, dá para perceber o enorme trabalho por trás do resultado final, e o livro vale bem a pena comprar, é daqueles aos quais voltaremos muita vez, e de cada viagem, novas camadas iremos descobrir.

Gravámos numa esplanada em Lisboa, no Blu Café, e agradeço ao Senhor Vitor, dono do café, toda a disponibilidade e simpatia.

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episódio 125, Afonso Cruz

June 27, 2016

O convidado desta semana é o Afonso Cruz, escritor, ilustrador, realizador, e músico, que eu há muito gostava de ter entrevistado, desde que ouvi a entrevista que ele deu à Inês Meneses no Fala com Ela, mas que me fez ir adiando, pois acho que a conversa entre os dois foi muito boa, e havia o receio de me comparar, e falhar.

Mas um destes dias, ao ler um texto do Afonso, partilhei-o e na partilha disse que gostava de conversar com ele. Minutos depois, o Filipe Lopes, anterior convidado, e a Edite Amorim anterior convidada, puseram-me em contacto com ele através do facebook, o que mostra que estamos todos muitos próximos e disponíveis para ajudar.

Combinámos o dia e eu iria deslocar-me a Avis no Alentejo, onde ele vive, mas sorte a minha e disponibilidade dele, veio à Feira do livro de Lisboa, e acabou por passar antes cá em casa para conversarmos.

O Afonso é um grande escritor, com prémios já no seu currículo, e acho que vai ser ainda maior, tem uma maneira cativante de escrever, muito criativa, é produtivo, e tem a noção do ofício da escrita, algo que faz faltas a muitos de nós, nos quais me incluo, esta noção que há um lado oficinal, pragmático quando queremos desenvolver a nossa arte, seja ela escrever, pintar, desenhar, inventar, e até fazer podcasts. A repetição, a tentativa, a experimentação, são ferramentas essenciais para o crescimento, a evolução, é nestas iterações que percebemos o que faz ou não sentido, onde podemos melhorar, e de que forma.

O seu processo criativo é interessante, trouxe-o da animação onde trabalhou, onde define um início, e um fim, e um meio, e vai preenchendo os meios que existem entre dois momentos, simples e eficaz. Tenho reflectido sobre esta maneira de trabalhar, e admito que me agrada como estrutura de trabalho, e até como estrutura de vida, pois, torna-nos conscientes de onde estamos, o nosso início, estabelecemos um fim, o objectivo a alcançar, e vamos pensando como poderemos ir preenchendo as partes que ainda não sabemos, mas que podemos apontar como possibilidades, com a vantagem de sermos tolerantes com as mudanças de objectivos, caso faça sentido, e atentos às respostas que nos podem surgir, uma vez que vamos construindo uma narrativa que vai ganhando sentido, com pontos intermédios aos quais vamos apontando.

A entrevista é longa e cheia de sabedoria, de alguém que tem tido confiança no seu trabalho, que tem a coragem de ser freelancer desde o início da sua carreira, coisa que eu gostaria, mas não tenho a coragem, pois ao contrário dele, se o mês se aproxima do fim e não há muito trabalho/dinheiro,  acredito mais que ele não vai surgir, do que tudo se resolverá e vai correr bem. Percebo que o seu método, a sua experiência, não são comparáveis à minha, percebo que o trabalho com espinha dorsal tem muito mais possibilidade de ser bom. Se eu partir para uma viagem sem saber para onde vou, porque vou, dificilmente encontrarei aquilo que pretendo, serei apenas alguém à deriva, e esse tem sido muito do meu percurso, arrancar sem destino nenhum, como diziam os Trovante na sua 125 Azul, e embora me tenha encontrado com muita gente interessante, não sinto que tenha feito nada digno de nota. Talvez me exija demasiado, mas provavelmente a minha insatisfação, seja o motor para continuar a fazer, para fazer mais e melhor.

Vou tentar desenhar as minhas ideias e projectos desta forma, preencher espaços, pergunta a pergunta.

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Falar mais Criativo - episódio 35, Parceiros Criativos

June 20, 2016

Esta semana eu e a Anita, falamos daquelas pessoas que nos ajudam a ser mais criativos, e a importância que tem, estarmos atentos quem são, e como potenciar essas interacções.

"Diz-me com quem andas, e dir-te-ei quem és"

Todos nós temos grupos, ou pessoas em particular, onde o nonsense, a parvoíce, o absurdo têm lugar e são aceites, e é nesse "espaço" que podemos muitas vezes desbloqueat, ou apenas praticar a nossa capacidade de gerar ideias, ou encontrar soluções para problemas.

Devemos também estar atentos à tendência que temos para nos moldarmos, de perdermos a identidade como forma de fazer parte, de nos sentirmos aceites.

Há sempre pessoas na nossa vida com quem podemos ser patetas, e são parceiros a estimar.

  • O livro sugerido, é "O Ponto" do Peter H. Reynolds, que eu não conhecia, mas a Anita sim, e devo dizer que fiquei muito fã, mensagem simples e poderosa para seres humanos de todas as idades.

Qualquer dúvida ou sugestão, rui@falarcriativo.com ou emaildamais@gamil.com

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episódio especial Guitarras ao Alto, com Vasco Durão

June 14, 2016

Neste episódio extra, falei com o anterior convidado, o Vasco Durão sobre um projecto dele, o Guitarras ao Alto.

É já no próximo fim de semana, todos os detalhes nos seguintes links:

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episódio 124, Mónica Abdurehaman

June 13, 2016

A convidada desta semana é Mónica Abdurehaman, User Experience Designer e também a mulher do Pedro Andrade.

A entrevista foi gravada no Atrium Saldanha, daí haver algum ruído de fundo, que eu prefiro não ter, mas que não impede de aproveitar a nossa conversa.

A Mónica tal como o Pedro, vive em Londres, e como ela veio cá para uma conferência, sobre UX (user experience), a UXLX, aproveitei para a entrevistar, pois esta questão da experiência do utilizador, e de que forma essa experiência pode ser boa ou má, é algo que me interessa, uma vez que o próprio podcast é em si uma experiência, que espero seja boa, mas também espero, venha ser melhor.

O percurso que teve, é também ele diversificado, de mudanças de área, entre belas artes, design de equipamento, visual effects, a Mónica andou à procura, por vezes já pouco acreditava se seria o UX mais uma dessas mudanças passageiras, mas ao que me pareceu, como é uma área onde há diversidade e várias possibilidades de intervir, será este o sítio onde irá permanecer, ou talvez não. Com certas pessoas, nas quais me incluo, por vezes a única constante é mesmo a mudança.

A experiência do utilizador está em quase tudo, se não mesmo em tudo o que fazemos, e por essa razão, cabe a quem tem um serviço ou um produto e que pretenda que seja consumido ou utilizado, saber qual a melhor para criar uma experiência que valha a pena o tempo e o dinheiro do público alvo.

Existe muito de comportamento humano nesta área, por essa razão, é algo que gosto, eu que sou um curioso das pessoas, e das razões por que fazem o que fazem. Não percebo muito do assunto, pois se percebesse talvez o podcast fosse uma experiência mais interessante, o que levaria a maior interacção com os ouvintes. As pessoas fazem o download, mas é muito diferente saber que a "Sara", o "Miguel", ouvem o podcast e gostam ou não gostam, do que ver o download número 33 e 265. Mas isto não é sobre mim.

Muitas marcas já perceberam que o principal foco deve ser o utilizador, o como usam, consomem os seus produtos ou serviços, e quais as razões para o fazerem, ou não fazerem.

O consumo mudou, as pessoas já não escravas do que as marcas oferecem, há escolha, demasiada escolha até, o que torna muito complicado ser o produto escolhido, ser a marca eleita para ter acesso à minha atenção, como consequência, a minha acção de comprar, ou utilizar. Sim porque muitas coisas não compramos, mas escolhemos utilizar, bem ou mal, conforme a experiência está em sintonia com as pessoas que são o público alvo, como o caso de um peão utilizar ou não uma passadeira, dependendo se o local está ajustado aos seus comportamentos.

No caso do percurso de Mónica, também ele é uma "user experience", ela trabalhou nalgumas áreas, percebeu as coisas que não gostava e não queria para si, e quando, quase por acaso encontrou o UX, foi-lhe mais fácil decidir que não queria fazer noitadas, que queria trabalhar numa empresa pequena, e que seria melhor se fosse algo com várias facetas, dias diferentes, fazendo coisas diferentes, mas que têm como ponto comum, todos nós, os utilizadores.

música do genérico é do anterior convidado, o Bernardo Barata.

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Falar mais Criativo - episódio 34, Criatividade no Trapézio

June 7, 2016

Esta semana com a Anita na Bulgária, falámos sobre uma experiência que ela teve, ao assistir um trapezista a estar com o seu próprio processo criativo.

Falámos sobre a constatação de que as ideias precisam de tempo, e que cada vez nos é mais difícil termos tempo sem nada, espaço para o nada, onde as coisas surgem.

Referi um texto do Afonso Cruz, "Paralaxe:Kavafis, só para ser mais preciso" , sobre um poema de Constatino Kavafis, Ítaca.

Neste episódio referimos um outro episódio do Falar mais Criativo, o Play.

Livro sugerido é o "The Artist´s Way" da Julia Cameron.

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episódio 123, Afonso Salcedo

May 30, 2016

O convidado desta semana é o Afonso Salcedo, entre outras coisas, director de fotografia, realizador, que já trabalhou na Pixar e na DreamWorks.

Por alturas da entrevista do André Lourenço, o também anterior convidado José Alves da Silva, sugeriu o nome do Afonso, e que o André seria a pessoa ideal para fazer a ponte.

Uma vez que o Afonso está em Palo Alto, São Francisco, e só para Setembro aquando do THU virá cá, tive de combinar a nossa conversa por Skype, e devo dizer que desde o primeiro momento, do primeiro mail, se mostrou extremamente acessível e até me deu os parabéns pela entrevista que fiz ao André.

No dia combinado, acabado de chegar do meu emprego, subi para o escritório e liguei o Skype, e após um pequeno desencontro, lá começámos a conversar. Em momento nenhum houve qualquer tipo de estranheza na maneira como conversámos, parecia que já o conhecia, havia disponibilidade de ambas as partes para uma conversa aberta.

O Afonso pode ser considerado quase um prodígio, teve uma média de entrada na faculdade de 21, numa escala de 0 a 20, pode parecer estranho, mas ele explica durante o podcast. Esta questão de pessoas para quem a vida académica é mais fácil, pode muitas vezes ser uma maldição, quem para muitas coisa tem jeito, acaba por ter mais dificuldade em escolher uma determinada área, e foi isso que lhe aconteceu, começou um curso de electrotecnia de computadores, desistiu, mudou-e para Inglaterra, trabalhou na Blockbuster, tirou um mestrado, frequentou uma escola de artes performativas, onde teve contacto com um lado mais artístico e criativo da sua personalidade, algo que reconhece como marcante para si.

O Afonso falou de crises existenciais nestas mudanças todas, mas em todas foi capaz de se ouvir, de se conectar com o que o faz realmente feliz, e foi mudando, amadurecendo, até chegar ao mundo dos filmes, começando por trabalhar no filme do Harry Potter, o Prisioneiro de Azkaban, onde fazia o turno da noite, e após alguns filmes, achou que precisava de mudar, e mudou-e para Palo Alto, sem certezas, a não a de que queria experimentar outra realidade, aquela realidade.

Acabou por chegar à Pixar, onde percebeu rapidamente que era uma empresa diferente, para melhor, onde a diferença é aceite, e onde todos têm uma opinião com o mesmo valor, onde segundo ele não há egos. Sobre este assunto ele refere o livro do Ed Catmull, o "Criatividade", como sendo um livro que descreve a maneira daquela grande empresa trabalhar.

Também trabalhou na DreamWorks, por querer mudar experimentar, crescer, a experiência não correu tão bem, mas ao sair fez questão de dizer o que na sua opinião funcionava bem, e o que não funcionava.

Não posso dizer que conheça o Afonso, mas daquilo que fiquei a conhecer na nossa conversa, posso dizer que é um verdadeiro guerreiro do bem, um discreto soldado que tem a coragem de falar em defesa daquilo que acredita, mas que acima de tudo tem a coragem de se ouvir, de lutar por aquilo que o faz feliz.

Falámos da morte, de como para ele, e também para mim, a curiosidade pela morte nada tem de mórbido, pelo contrário, é um meio de de dar valor à vida, de fazer justiça ao estar vivo, de viver os dias que temos de forma plena, em sintonia com a nossa natureza.

A vida é demasiado curta para a passarmos infelizes.

O Afonso é um daqueles exemplos de que o Bem ganha, que as boas pessoas conseguem chegar longe, ao contrário de muitas opiniões de café, que dizem que o mundo é dos sacanas, e que para chegar mais alto é preciso pisar pessoas pelo caminho.

Para mim, foi sem dúvida inspirador falar com ele, espero que para quem ouvir o seja também.

O Afonso tem um projecto a precisar de apoio no Indiegogo, o Sonic Runway no Burning Man, quem puder e quiser, acho que é de ajudar, eu já o fiz.

A música do podcast é do anterior convidado Bernardo Barata, e podem ouvir todo o albúm aqui, fazer o download, e como apoiantes que são de boa música pagar o que entenderem.

O video que foi ideia dele, e que fez chorar o Steve Jobs...e a mim também! Apanhou-me num dia que precisava de ouvir que as coisas melhoram.

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Falar mais Criativo - episódio 33, Pressupostos.

May 23, 2016

Esta semana eu e a Anita Silva,  falamos sobre Pressupostos, coisas que assumimos com sendo verdades inabaláveis, e que muitas vezes nos limitam a encontrar soluções para os problemas que enfrentamos.

O episódio foi gravado durante a minha hora de almoço, nos jardins da Gulbenkian, por isso não estranhem se ouvirem passarinhos, aviões, e outros barulhos de cidade.

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